Tecnologias agrícolas


As novas tecnologias agrícolas obtidas pelos pesquisadores da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo que atuam na Agência Paulista de Tecnologia Agrícola (Apta) estarão disponíveis ao corpo docente das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs), possibilitando a disseminação de novos conhecimentos aos alunos dos cursos técnicos do Estado de São Paulo.
O Termo de Cooperação Técnica para Transferência e Difusão de Conhecimentos Científicos e Tecnológicos da Agropecuária Paulista foi assinado nesta segunda-feira, 16 de novembro de 2015, na Etec Benedito Storani, em Jundiaí, pelo secretário Arnaldo Jardim e pela diretora-superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá. Inicialmente implantado por meio de projeto piloto em algumas unidades do ensino técnico paulista, a serem definidas, a troca de conhecimentos deverá beneficiar cerca de 15 mil alunos em 35 escolas agrícolas paulistas a partir de 2016. O repasse das informações será realizado por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), da Secretaria.
O secretário Arnaldo Jardim ressaltou que a assinatura do convênio reitera a responsabilidade assumida, mas que a atitude de transferência do conhecimento e da formação dos recursos humanos é ainda mais importante. “Estamos seguindo as orientações do governador Geraldo Alckmin, que tem grande entusiasmo pelos valores traduzidos nesse termo de cooperação hoje firmado, por acreditar na importância da agricultura e do incentivo à educação no Estado de São Paulo”, afirmou Arnaldo Jardim. Em sua fala, o secretário reforçou as bases do trabalho que tem sido realizado pela Pasta. “Nossa atuação tem como base a harmonia da agricultura com o meio ambiente, foco no pequeno produtor, aproximação da pesquisa com o campo e saudabilidade dos alimentos”.
A diretora-superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá, ressaltou que a parceria firmada trará grandes benefícios àqueles que vivem da produção no campo. “As Etecs têm papel estratégico na formação de profissionais altamente capacitados, para aumentar a competitividade na cadeia produtiva. Nossas escolas podem e devem ser veículos aplicadores e difusores das novas tecnologias obtidas pelos institutos de pesquisa. Creio que essa parceria transformará a vida de novas gerações, tanto no campo como na indústria”, disse.
Adepto da integração do ensino médio e técnico, o deputado estadual Luiz Fernando Machado ressaltou que a iniciativa do Governo do Estado em aprimorar a formação e a capacitação dos profissionais é também um grande incentivo aos produtores. “Muitas vezes, já temos agricultores com total disposição para atuar em busca de melhorias na produção e o apoio que será proporcionado a eles, por meio das Etecs, é efetivamente aquilo que eles precisam”, disse o parlamentar.
Vital para o Estado de São Paulo, na visão da historiadora Iara Prado, o casamento entre as Etecs e a pesquisa possibilitará a inovação tecnológica, o aumento da renda dos agricultores e, principalmente, a empregabilidade aos alunos dos cursos técnicos. “A partir da parceria, esses alunos terão boas práticas calcadas em pesquisa. Mais do que investimentos, os momentos de maior crescimento da educação foram aqueles que envolveram a troca de conhecimentos, o que depende também da competência de ambas as partes”, disse.
O secretário de Agricultura, Abastecimento e Turismo de Jundiaí, Marcos César Brunholi, que representou o prefeito do município, Pedro Bigardi, no evento ressaltou que a agricultura de Jundiaí e do Estado de São Paulo ganham muito com a parceria. “Nosso município é o maior produtor de frutas da região, e com a utilização de novas tecnologias tem forte potencial para ser ainda melhor”.
Também participaram do evento o prefeito de Morungaba, José Roberto Zen, o presidente da Câmara Municipal de Jundiaí, Marcelo Roberto Gestaldo; a professora da Universidade de Maryland, Anugrah Shaw; os coordenadores da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), Michel Reche Beraldo e da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Orlando Melo de Castro; Wellington Saraiva, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), representando o coordenador José Carlos Rossetti; o coordenador do Ensino Médio e Técnico das Etecs, Paulo Ney; o diretor regional dos Polos Regionais de Pesquisa, Silvio Tavares; o chefe da Casa de Agricultura de Jundiaí, Clodoaldo Castro e de Jarinu, José Braga; os vereadores Gustavo Martinelli, Rafael Antonucci e José Carlos Ferreira Dias; além de representantes das Câmaras Setoriais da Secretaria e produtores locais.

Referência em viticultura

A transmissão das inovações tecnológicas pelos institutos de pesquisa da Apta formalizará o bom relacionamento já mantido entre o Centro de Engenharia e Automação, do Instituto Agronômico (IAC) da Secretaria, e a Etec Benedito Storani e, de acordo com o diretor da instituição de ensino, Eduardo Alvares, poderá contribuir para tornar o Estado de São Paulo uma referência na área de viticultura. Desde 2011, a escola iniciou o plantio de uvas viníferas e uvas para a produção de suco e está desenvolvendo o curso de Viticultura e Enologia. Durante o evento, o diretor da Etec apresentou ao secretário Arnaldo Jardim as instalações do futuro Laboratório Didático de Viticultura e Enologia, que terá capacidade para o processamento de 6 mil litros de suco por dia e 20 mil litros de vinho por ano. “Nossa escola completou 70 anos, sendo a única que oferece apoio técnico agropecuário à região e a transmissão de novas tecnologias será muito importante para nos tornarmos referência na área”, disse Eduardo Alvares.

Continuidade da produção

As inovações tecnológicas disponíveis aos alunos a partir do convênio permitirão dar continuidade à produção agrícola da região, na opinião dos produtores. Para o agricultor Antonio Roberto Losqui, que há mais de 50 anos se dedica ao cultivo de uva, caqui, goiaba, carambola e seriguela, “a iniciativa do governo é muito esperada e funcionará como uma extensão da formação técnica já oferecida nas escolas”.
Para o produtor Waldir Parise, presidente da Associação Hortifrutiflores de Jarinú, “o intercâmbio de tecnologias entre os centros de pesquisa e as instituições de ensino é fundamental para que se possa formar profissionais que atendam aos desafios de produzir com segurança alimentar e baixo impacto ambiental”, diz o produtor que se dedica ao cultivo de pêssego atemóia, caqui, lichia e ponkan.
A aluna do 2º ano do curso de Nutrição e Dietética da Etec Benedito Storani, Alice Fernanda Aranha, acredita que a parceria trará grandes avanços e será muito positiva para sua formação. “Pretendo seguir na área de Engenharia Ambiental e a atualização dos conhecimentos e tecnologias disponíveis por meio de pesquisas serão fundamentais para a minha formação”.

Fonte original: assessoria SAA