Novo membro


O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, é um dos novos membros da Academia Nacional de Agricultura. Em cerimônia realizada no hotel Renaissance, na capital paulista, o titular da Pasta foi empossado juntamente com outros seis novos membros: Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente; Eliseu Alves, assessor da presidência da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); João Guilherme Sabino Ometto, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); Gustavo Diniz Junqueira, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB); Walter Horita, presidente do Grupo Horita e Paulo Protásio, diretor da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) e presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.
Conhecida como o "Centro do Pensamento Agrário", a Academia Nacional de Agricultura é ligada à SNA, e tem entre seus membros: Kátia Abreu, ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os ex-ministros Antônio Delfim Netto, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, Roberto Rodrigues e Rubens Ricupero, embaixadores, secretários de Estado, deputados federais, produtores rurais, empresários, pesquisadores, além do governador de São Paulo Geraldo Alckmin.
Antônio Melo Alvarenga, presidente da SNA, lembrou que o Brasil apresenta sérios problemas sociais, que estão sendo agravados com a crise político-econômica na qual o País está envolvido. Segundo ele, o agronegócio tem um papel fundamental. Destacou a atuação da ministra Kátia Abreu, a quem chamou de incansável no esforço de vender o êxito do agronegócio. "O governo precisa fazer a lição de casa, o setor não vai se furtar a dar seu apoio", afirmou.
A Academia é constituída por um grupo seleto de pensadores das mais diversas matizes políticas, imbuídos em encontrar soluções para vestir, alimentar e equipar uma população cada vez mais exigente, preocupado em eliminar os riscos ambientais, construindo alternativas para uma agricultura tropical para a qual não existe uma receita pronta. "O Brasil possui 10% de seu território ocupado pela população urbana, 30% destinado à agropecuária e os 60% restantes são de florestas. Nenhum outro País no mundo conseguiu preservar uma área como esta. Estamos reduzindo as emissões, uma nova revolução está em curso, a Economia Verde", afirmou Luiz Carlos Carvalho, presidente da Academia.
A ministra Izabella Teixeira, conhecida por não reforçar a dicotomia produção versus preservação, falou do trabalho conjunto que vem construindo com o Mapa e destacou que o Brasil tem uma série de oportunidades e que não precisa escolher entre desenvolvimento e defesa dos recursos naturais, ela "aposta na conciliação entre proteção e produção". Acrescentou, ainda, que o País se propôs, voluntariamente, a diminuir a emissão de gases de efeito estufa e destacou a visão estratégica do governo paulista com a implantação do Protocolo Ambiental e o investimento em pesquisas com combustíveis renováveis.
Representando o governador Geraldo Alckmin no evento, Arnaldo Jardim, que também é presidente do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura (Conseagri), falou dos esforços que a Pasta vem empreendendo no sentido de aliar preservação e produção. Citou o sistema Lavoura Pecuária Floresta (LPF) que está iniciando uma verdadeira revolução no Oeste Paulista, onde o terreno é 90% arenoso, o que praticamente impedia a produção agrícola; o incentivo à pesquisa e desenvolvimento de novas formas de energia através da utilização da biomassa e do etanol de segunda geração e finalmente, abordou a questão dos agroquímicos, produtos utilizados para corrigir o solo e garantir a sanidade das plantas, que precisam ser utilizados com parcimônia e descartados com responsabilidade, mas não podem ser totalmente eliminado do processo produtivo, "essa é uma questão que vamos ter que enfrentar" afirmou.
De acordo com o secretário, a produção orgânica deve ser estimulada sempre, mas algumas culturas não podem prescindir do uso dos agrotóxicos. No entanto, pesquisas com agentes biológicos estão em curso nos institutos da Secretaria, por exemplo, o ácaro desenvolvido pelo Instituto Biológico (IB) para ser o predador do ácaro rajado que destrói a plantação de orquídeas.
Arnaldo Jardim afirmou ainda que "o Brasil pode comparecer a Conferencia do Clima, em Paris, de cabeça erguida porque pode se apresentar como um exemplo para o mundo de agricultura sustentável. O que causou o plantio direto, só isso já valeria por todo o protagonismo que o País pode desempenhar (..) o mais consistente programa de combustível renovável foi desenvolvido aqui através do etanol", afirmou.
Por fim, o secretário lembrou o sucesso do Protocolo Ambiental que, além de diminuir drasticamente a emissão de poluentes gerados através da queima da palha da cana-de-açúcar, promoveu o aumento e a recuperação das áreas de mata ciliar no entorno das nascentes, garantindo a produção de água e destinando mais matéria prima para a produção de energia por meio da biomassa.
Os demais membros empossados lembraram a importância da extensão rural e dos mecanismos de custeio e seguro da produção, aliados à pesquisa; sem esquecer o suporte logístico que tem que ser fornecido pelos governos. Que o custo de produzir com qualidade preservando a biodiversidade e respeitando as leis trabalhistas tem que ser conhecido pelos países que importam nossos produtos.
Também participara da cerimônia: João Carlos de Souza Meirelles, secretário de Energia de São Paulo; Marcelo Vieira, vice-presidente da SRB; Nelson Pereira dos Reis, diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA/FIESP) e Sebastião Costa Guedes, vice- presidente de Relações Internacionais do Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC).

Fonte original: Assessoria de Imprensa SAA