Custo maior


A partir deste mês, os produtores de vinho podem sentir o impacto do novo Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), que passa a ser fixado em 10%. Com isso, o custo máximo para a produção de vinho pode ser até três vezes maior.
Para Carlos Paviani, diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), as taxas podem ser prejudiciais para o setor e podem atingir os consumidores. “O aumento do IPI é negativo para os produtores, porque onera ainda mais um setor que já é tributado de forma excessiva, e também atinge os consumidores, já que o custo, via de regra, é repassado e os preços são reajustados nos pontos de venda”, analisou.
A saída para minimizar os impactos do IPI pode vir da política. A Medida Provisória (MP) 690 que tramita no Congresso Nacional propõe reduzir a alíquota do IPI em 6% em 2016 e 5% a partir de 2017. O setor de vinhos aguarda uma decisão favorável a respeito da MP, já que criticou a elevação da alíquota para 10%, por considerar que ela é prejudicial, especialmente para os pequenos produtores.

Números do setor

Estima-se que no Brasil cerca de 100 mil pessoas estejam ligadas diretamente com a atividade vitivinícola. “Temos cerca de 1,1 mil vinícolas que produzem ou engarrafam vinhos”, afirma Paviani.
Ainda de acordo com o presidente do Ibravin de janeiro a outubro deste ano, as vendas dos produtos vitivinícolas registram um aumento de 6,4% na comparação com o mesmo período de 2014. “Os vinhos de uvas viníferas apresentaram um crescimento de 6,2%, com a comercialização de 16,3 milhões de litros. Para 2016 buscamos repetir o bom desempenho que tivemos neste ano”, destaca o dirigente.

Fonte original: Universo Agro