Profissão em destaque


Se 2015 foi um ano difícil para a economia brasileira, o PIB (produto interno bruto) só não foi pior graças ao crescimento do Agronegócio. O desempenho isolado desse setor chegou ao à crescente de 1,8% no último ano, em comparação com mesmo período anterior. Mas o mais interessante é que ao contrário dos demais setores produtivos, a Agricultura foi o único mercado que fechou de 2015 com mais contratações do que demissões. O CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregado) apontou que o setor fechou janeiro com saldo positivo de quase 50 mil novas vagas (49.734).
Isso acontece graças às medidas que buscam otimizar o campo de trabalho, como o investimento em tecnologia e pesquisa. Atualmente, o perfil do profissional do campo já não é o de décadas atrás, profissões modernas e de alta qualificação são cada vez mais desejáveis nas lavouras e nos criadouros. A procura por profissionais se estende desde profissões complexas Veterinários, Agrônomos, Operadores de Máquinas Agrícolas (cada vez mais modernas) até os tradicionais trabalhadores do campo e funcionários de frigoríficos e fazendas.
Para este ano, a perspectiva ainda é animadora – apesar de sofrer com a crise e possivelmente não apresentar uma crescente em relação ao último período, a tendência é que o setor se mantenha firme. De acordo com analistas, o setor deve apresentar alta variando entre 1,5% e 2,2% em 2016. O grande potencial do setor, que é o carro chefe da economia brasileira, se deve principalmente à alta do dólar – o potencial de exportação do país cresceu, e em virtude da valorização da moeda americana, logo investir nesse mercado se tornou interessante para o produtor. Mesmo com a queda no consumo interno, as exportações devem ser o principal combustível para a geração de empregos ao longo do ano.