Fungos


Disseminados mundialmente, os fungos Fusarium e Rhizoctonia são patógenos de solo que atacam a cultura do feijão em todo o seu ciclo de desenvolvimento, causando problemas como damping-off (tombamento), murcha e podridão. Segundo o engenheiro agrônomo, Vinícius Abe, gerente técnico da Alltech Crop Science, essa incidência pode causar até mortalidade da planta, impactando diretamente na produtividade da lavoura.
“Após cultivo sucessivo, o ataque de Fusarium na lavoura já chegou a registrar mais de 80% de danos na produtividade da área. São fungos que a partir do momento que se instalam, vão se multiplicando e podem debilitar severamente a planta”. De acordo com o especialista, eles se manifestam em condições adversas como de estresse hídrico, reduzindo o abastecimento de água e nutrientes para a planta.
Para diminuir os danos causados por esses fungos ou prevenir sua incidência nas culturas de feijão, Vinícius destaca a importância do manejo integrado. “Tratando-se de doença de solo, nunca trabalhamos com uma ferramenta sozinha, já que são patógenos muito especializados e complexos. O se deve fazer é agregar o máximo de ferramentas que puder”, explica.
A utilização de produtos biotecnológicos para manejo biológico do solo e nutrição das plantas também contribui para a resistência da cultura. “Com mais nutrientes, a planta fica menos suscetível ao ataque do patógeno e o tratamento da matéria orgânica do solo contribui para o equilíbrio dos microrganismos, evitando que esse fungo se prolifere e venha a causar danos”, complementa.
Aliado a isso, o cuidado com o material utilizado no plantio, o tratamento de sementes e a rotação de cultura com plantas não hospedeiras dos fungos são recomendadas. O especialista ainda orienta evitar o plantio sucessivo de leguminosas e a compactação do solo, que pode favorecer as doenças já que a água não drena tão facilmente.