O uso de algas marinhas na agricultura Por Ricardo Macedo*


Produtores de todo o Brasil em busca de lavouras mais produtivas e sustentáveis, adotam tecnologias compostas por algas. Lithothamnium sp. é um gênero de algas que crescem em um ambiente marinho capaz de proporcionar uma exclusiva combinação físico-química-orgânica na estrutura vegetal destas algas. Esta combinação natural é 100% preservada na composição do fertilizante Algen da Oceana. A empresa adota processamentos industriais que preservam intactas todas as propriedades físicas, nutricionais, orgânicas e biológicas originais da alga Lithothamnium.
Algen possui classificação e registro no Ministério da Agricultura como “Fertilizante Mineral”, portanto, produto destinado à nutrição vegetal e fertilidade dos solos, cujos nutrientes de origem vegetal são rapidamente solubilizados no solo, liberados e absorvidos pelas plantas. Adicionalmente, as propriedades naturais da alga Lithothamnium, especialmente as ligações entre os aminoácidos e os nutrientes minerais, mais a estrutura altamente porosa e os carbonatos de origem vegetal, conferem ao fertilizante alta capacidade de gerar uma condição bioquímica de conforto para as raízes, promovendo maior distribuição e crescimento radicular, ações bioestimulantes nas plantas, condição favorável à vida microbiana, maior eficiência dos adubos NPK, fatores que levam, naturalmente, a melhorias na qualidade e produtividade das lavouras.
Pesquisas comprovam que a alga Lithothamnium beneficia a atividade de microrganismos na rizosfera vegetal, conforme Ricardo Macedo verificou na sua tese de doutorado, que, por sua vez, vem a beneficiar decisivamente as questões nutricionais e produtivas das culturas.
Ainda assim, há dúvidas se ao adotar o fertilizante, ele substitui a calagem e o uso dos calcários agrícolas. O que não é verdade. Calagem e adubação são manejos totalmente distintos. A calagem tem a função de corrigir acidez e reduzir alumínio de uma grande massa de solo, utilizando-se para isso várias toneladas de calcários derivados de rochas. Já os benefícios do fertilizante Algen estão relacionados às tecnologias e funções da fertilização/adubação direcionadas à nutrição da lavoura. Adicionalmente, o fertilizante também age como condicionador químico e biológico no local onde é aplicado, especificamente, nas regiões radiculares.
Sua composição nutricional são macro e micronutrientes equilibrados pela natureza e com alta disponibilidade para as plantas, como cálcio, magnésio, enxofre, ferro, silício, boro, zinco, molibdênio, cloro, cobalto, cobre e manganês, que permitem às culturas atingirem o seu potencial produtivo. Também é considerado uma fonte nobre de cálcio por ser um produto de origem biológica, não possuir antagonismo iônico entre seus nutrientes e por disponibilizá-los de forma sincronizada à demanda nutricional das plantas, podendo ser aplicado em todas as culturas e tipos de solo.
Enfim, cabe ao produtor rural sempre analisar e identificar como podemos atingir melhores resultados, orquestrando bons produtos e tecnologias. A chave dos bons negócios está em nossas mãos!
*Consultor Técnico da Oceana Brasil, com Mestrado em Agronomia/Ciência do Solo e Doutorado em Agronomia/Fitotecnia, pela UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro).