Dia do Pecuarista: apostar em genética é preciso, por Tiago Carrara*


Estes números comprovam que nossa atividade está cada vez mais eficiente. Mas isso não significa que tudo são flores em nosso setor.
Ser pecuarista no Brasil é um desafio. O produtor é demandado o tempo todo: precisa produzir carne e leite de qualidade, cuidar do bem-estar e sanidade dos animais e ainda garantir a rentabilidade da fazenda. E essas são apenas algumas das tarefas diárias que, de fato, precisam ser aperfeiçoadas, pois tudo que já é bom pode ficar melhor. Capacitação, treinamento e investimentos, a começar por tecnologia que está a favor do pecuarista e precisa ser explorada. Entre tantas necessidades como: análise de solo, sanidade, controle do rebanho, nutrição animal, pouco ainda é falado em genética. Apenas 11% do rebanho brasileiro investe em inseminação. E isso é uma perda muito grande de produtividade e dinheiro na conta da fazenda.
Por exemplo, a questão do aumento dos insumos: o pecuarista precisa investir em tecnologias eficientes para produzir mais por área e garantir a margem por escala. Ter um plano genético auxilia na identificação do melhor animal para atender os objetivos de produção da propriedade. Tudo isso é possível e muitos já estão trabalhando dessa forma.
Por isso, precisamos parabenizar o pecuarista por estar cada vez mais ativo e envolvido na pecuária brasileira, conhecendo seus números, gerindo sua fazenda como de fato ela precisa ser gerida. Com trabalho e dedicação tudo que é investido pode voltar em dobro e até mais.
Procurar novas oportunidades e melhores resultados é preciso. É nisso que eu acredito. E você, pecuarista? Parabéns pelo seu dia e mãos a obra.

*Médico Veterinário pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Especialista em Gestão de Pecuária de Leite e de Corte pelo Rehagro, Especialista em Gestão com Ênfase em Marketing pela Fundação Dom Cabral, Gerente de Mercado da Alta.