Sustentabilidade


Por volta da década de 1970, o controle de pragas no Brasil era feito basicamente com o uso de produtos químicos. Contudo, a aplicação não respeitava um critério, logo era comum que os produtores muitas vezes fizessem o uso de maneira descontrolada, causando malefícios à saúde dos agricultores, contaminação do meio ambiente e solo, elevação dos custos da produção e o risco de os insetos desenvolverem resistência aos produtos químicos.
Estas consequências levaram ao desenvolvimento de políticas públicas para adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP), um conjunto de ações ecologicamente sustentáveis que buscam o equilíbrio ambiental por meio do uso racional de agrotóxicos na lavoura. Esta técnica, que traz diversos benefícios ao empresário rural e está sendo amplamente disseminada por órgãos competentes, é apresentada em recente relatório do Sistema de Inteligência Setorial (SIS) do Sebrae.
Fundamentalmente sustentável e bioecológico, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) é um processo de tomada de decisão que se baseia em ações coordenadas e, quando postas em prática ao mesmo tempo, geram o controle da proliferação das pragas, interferindo na medida certa, sem deixar que as pragas se adaptem criando resistência à certas rotinas de defesa.
O MIP consegue retardar a segunda aplicação e isso é possível porque a técnica mantém o equilíbrio no sistema ecológico, estabilizando a população de insetos e pragas e fazendo com que o produtor possa reduzir as intervenções no campo. Estima-se que em 2013 e 2014 os agricultores brasileiros gastaram cerca de R$ 2,5 bilhões, somente em lavouras de soja, com a compra de produtos químicos para o controle e extermínio de pragas. Este valor poderia cair até 50% se os produtores tivessem investido em ações sustentáveis como o Manejo Integrado de Pragas.
O produtor rural Daniel Rosenthal, natural de Rolândia norte do Paraná, produz soja, milho e trigo em sua propriedade de cerca de 270 hectares e adotou a prática do MIP na lavoura há dois e reconhece o resultado positivo desta técnica. Na plantação, ele prefere a utilização de agentes inimigos naturais, para garantir menor custo para o controle. "Temos que ser criteriosos na utilização de inseticidas, caso contrário, poderemos favorecer a resistência de pragas e doenças aos agrotóxicos", afirma Daniel.
Fonte original: Agrolink