Milho transgênico


A Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho) comemorou o fato de ter permanecido estável a área de milho transgênico plantada no Brasil. De acordo com levantamento da consultoria Céleres, a área total de milho (verão e inverno) alcançará 15,7 milhões de hectares, praticamente o mesmo número do relatório anterior.
O “2º levantamento de adoção da biotecnologia agrícola no Brasil – Safra 2016/17” coloca o milho como a segunda cultura que mais utiliza transgênicos no País. Para o presidente da Abramilho, Alysson Paolinelli, estes números mostram o quanto evoluiu o uso das sementes geneticamente modificadas – o que ele considera bastante positivo.
Paolinelli salienta que o mundo não vai poder viver sem os transgênicos, porque precisa alimentar a população. Com isso, a oposição que existia contra esta tecnologia já está diminuindo. Ele cita como exemplo o fato da Europa não permitir o plantio de transgênico, mas importar grãos do Brasil, da Argentina e dos Estados Unido: “100% do plantio de grãos nestes países, são transgênicos”.
O dirigente cita ainda o exemplo da Coreia do Sul, onde também não é possível usar sementes OGM, mas apenas do Brasil são importadas cerca de 4,5 milhões de toneladas de milho. “Então, a resistência vai caindo aos poucos e a tecnologia vai dominando os campos, porque só traz vantagens”, finaliza Paolinelli.