SIPAF


Nesta sexta-feira (20), 19 agricultores familiares, sendo um deles indígena, moradores de Itanhaém, cidade que fica no litoral Sul do estado de São Paulo, tornaram-se os mais novos beneficiários de uma importante política pública da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead). Eles receberem o Selo da Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf) durante o I Encontro da Agricultura Familiar da região.
O evento aconteceu no Centro Municipal Tecnológico de Educação, Cultura e Esportes e contou com a participação de dezenas de agricultores familiares, não só de Itanhaém, mas também de cidades vizinhas. Autoridades locais e dois representantes da Sead também estiveram no evento: Simone Barreto, coordenadora do Sipaf; e Manoel Dimas Tavares, delegado substituto na Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário de São Paulo (DFDA-SP). "Itanhaém é um município que trata a agricultura familiar com muito respeito, organização e dedicação. Há um grande reconhecimento também das causas indígenas", comentou Simone Barreto.
A coordenadora do Sipaf falou também da importância da identificação: “Por ser em uma cidade litorânea, muito voltada para o turismo, com grande influência da capital paulista, tem grande parte de consumidores que não têm a consciência de que o produto que eles adquirem é local.
Muitos acham que os alimentos veem de outros lugares, não sabem sobre da existência da agricultura familiar em Itanhém. E o selo ajuda nisso”, coment. Muitos moradores já conhecem os produtos desses agricultores que agora têm o Sipaf (palmito de pupunha, banana, mandioca, farinha de banana, batata-doce e pescados), pois todos eles participam de uma feirinha que acontece todos os sábados e já é tradicional no município. Além disso, esses mesmos produtores comercializam pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), leia mais sobre o programa aqui. Para Simone, o Sipaf cria um vínculo de fidelização e aproxima os produtores e os consumidores. Gerando inclusive laços de amizade. “Com isso, muita gente deixa de comprar em supermercados para voltar a comprar em feiras e pequenos comércios”, diz a coordenadora.