Frango vivo


A fase de variação positiva do frango vivo (em relação a idêntico período de 2016) teve curtíssima duração, apenas 10 dias. Pois na quinta-feira (16) - ainda que o produto mantivesse pelo terceiro dia consecutivo a cotação alcançada na última terça-feira (14) e embora o mercado permanecesse com a firmeza anterior – voltou-se a reencontrar o mesmo valor registrado um ano atrás, em 16 de fevereiro de 2016, R$2,70/kg.
Em suma, em apenas 21% dos primeiros 47 dias de 2017 a cotação do frango vivo negociado no interior paulista registrou valor superior ao de um ano atrás. Ou seja: em quase 80% do período os valores alcançados foram iguais (13 dias) ou menores que os do ano passado (24 dias). Daí a média de preços deste ano (R$2,63/kg) permanecer 2,2% abaixo da média de idêntico período de 2016 (R$2,68/kg).
Como em Minas Gerais a situação é ligeiramente diferente (no ano, o preço médio do frango vivo mineiro – R$2,80/kg – se encontra quase 2% acima da média de um ano atrás - R$2,75/kg, aproximadamente), seria natural concluir que em São Paulo o mercado da carne de frango já não depende tanto da ave viva independente, o que leva o produto a reagir com menor ênfase à evolução do consumo.
O raciocínio pode estar correto, mas não é bem assim. Pois, entre os paulistas, também o frango abatido vem registrando preços negativos em relação a 2016. Aqui, aliás, a situação é pior que a do frango vivo, pois em nenhum dos 46 primeiros dias de 2017 o frango abatido foi negociado por valor superior ao de um ano atrás. E, no ano, registra um preço médio (cerca de R$3,43/kg para o abatido resfriado comercializado no Grande Atacado da cidade de São Paulo) pelo menos 4% menor que o do mesmo período de 2016 (cerca de R$3,57/kg).
Uma vez que o problema paulista afeta igualmente os dois segmentos do frango – ave viva e abatida – não seria errôneo concluir que se trata de uma questão de (excesso de) produção. Mas está claro que tudo vem sendo causado pela queda de consumo.