Defensivo agrícola


O Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas) destinou corretamente 10.343 toneladas do material durante o primeiro trimestre de 2017. O número apresenta leve queda de 1,3% em relação ao mesmo período do ano passado. “Instabilidades climáticas, crescimento no uso de novas variedades de sementes, mais resistentes a pragas e que demandam menor uso de agroquímicos e o aumento do contrabando de defensivos agrícolas, podem contribuir com essa retração no uso e consequentemente na quantidade de embalagens vazias que são devolvidas pelo produtor para o Sistema”, explica João Cesar M. Rando, diretor-presidente do inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias). Entretanto, o índice de eficiência do Sistema Campo Limpo se manteve, com a destinação ambientalmente adequada de 94% das embalagens primárias de agroquímicos comercializadas pela indústria fabricante.
Neste primeiro trimestre, de todos os estados brasileiros, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e São Paulo destinaram corretamente a maior quantidade de embalagens. A região Centro-Oeste contribuiu com 42% do total nacional, ou 4.312 toneladas, sendo que 2.267 toneladas vieram dos produtores mato-grossenses. A segunda região com maior volume percentual destinado é a Sul do país, que encaminhou 24% do material, com uma participação de mais de 1,2 mil toneladas por parte do Rio Grande do Sul.
No Sudeste, foram encaminhadas 2 mil toneladas do material, com maior destinação registrada pelo estado de São Paulo (10,1%). A Bahia ajudou a região Nordeste a contribuir com 12% de todas as embalagens destinadas no país, tendo sido responsável por devolver pouco mais de 873 toneladas. Por fim, os estados do Norte representam 3% das mais de 10 mil toneladas deste período, com 137 toneladas vindas do Tocantins.[