Conservação do solo


A publicação “Mapa de Classes de Capacidade Potencial de Uso das Terras Agrícolas do Estado de São Paulo” foi lançada, na Agrishow 2017, em Ribeirão Preto, pela da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). O trabalho inédito, desenvolvido pelo Geoprocessamento do Centro de Informações Agropecuárias (Ciagro) da Cati, tem como objetivo classificar as potencialidades e restrições das terras para cada região do Estado.
É uma maneira de fornecer subsídios para o planejamento em nível macro de ocupação do solo paulista. Como o próprio título do trabalho indica, é um enquadramento que evidencia o uso máximo permitido para as diferentes regiões do Estado, sem considerar o nível atual de erosão e outros atributos de coleta local, que determinarão o exato enquadramento para efeito de projetos executivos.
De acordo com o engenheiro agrônomo Mário Ivo Drugowich, organizador do projeto, a publicação demorou cerca de dois anos para ficar pronta. “O último levantamento que tínhamos se remete à década de 70, quando as imagens captadas ainda eram por fotografias aéreas”, lembra. Na publicação atual, os registros foram feitos por meio de ferramentas de geoprocessamento, que utiliza programas de computador que permitem o uso de informações cartográficas de diversas fontes e ocorrências temporais. A publicação será disponibilizada somente on-line, no site da Cati.
“O objetivo principal é fornecer mais um instrumento, essencial, para viabilizar o planejamento estratégico dos diversos usos permitidos para as diferentes condições edafoclimáticas, considerando a aptidão destas terras”, explicou Drugowich. A capacidade de uso refere-se ao máximo de potencial que o solo temi para suportar uma determinada ocupação, com riscos aceitáveis de erosão, sem comprometer a sustentabilidade.
O engenheiro agrônomo revelou ainda que os técnicos da Coordenadoria passarão a usar, ainda neste semestre, o assistente pessoal digital (PDA, em inglês) para possibilitar o enquadramento de propriedades rurais em Classes de Capacidade de Uso em projetos executivos de conservação do solo, de modo a minimizar os impactos e riscos na sua ocupação, atendendo inclusive à legislação pertinente.