Bananicultura


A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo constituiu um Grupo Técnico especializado em bananicultura, que elaborará para combater as principais doenças e normatizações para embalagens de transporte e importação de frutas. A Resolução SAA – 45 foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, no dia 19 de agosto de 2017.
Entre suas funções, o grupo será responsável por elaborar laudos técnicos para o controle das principais doenças na cultura da banana, ações possíveis para manejo de pomares abandonados; elaboração de normas de embalagens de transporte que permitam a importação de frutas, preservando a sanidade da produção nacional.
De acordo com o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, a constituição do grupo de trabalho é uma das ações do Governo do Estado de São Paulo para encontrar soluções para os problemas enfrentados pelos produtores. “Atender ao pequeno agricultor é uma orientação que recebemos do governador Geraldo Alckmin. Não podemos esquecer que a banana é um dos principais produtos agrícolas do Estado”, disse o titular da Pasta. De acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA), a bananicultura ocupou a 11ª posição no ranking do Valor da Produção Agropecuária do Estado de São Paulo (VPA), que representa o valor de tudo que foi produzido no Estado de São Paulo em 2016. O Estado produziu 1.138.995.963 quilos da fruta, com um faturamento de R$36,52 por caixa de 21 quilos produzidos.
A criação do Grupo de Trabalho se somará às atividades desenvolvidas pelo Governo paulista para fortalecer a bananicultura.
Em dezembro de 2015, o governador Geraldo Alckmin autorizou a Secretaria a criar uma linha de crédito emergencial, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) para ajudar os produtores de banana dos municípios de Sete Barras e Registro.
Naquele ano, as plantações de 1,5 mil hectares de banana do município de Sete Barras, o principal produtor do Brasil e de Registro, foram destruídas por uma forte chuva de granizo que castigou a região do Vale do Ribeira e prejudicou mais de 70 famílias.
Além disso, a Pasta, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), realizou treinamentos sobre o manejo da Sigatoka Negra na cultura da banana, com o objetivo de transferir conhecimentos e tecnologias adaptadas e/ou geradas na região pelos pesquisadores do Polo Regional Vale do Ribeira.
“Queremos diminuir a distância entre o conhecimento e o produtor rural, para que possa aumentar a sua produtividade, respeitando o meio ambiente. Assim, ele poderá agregar valor à produção e gerar mais renda para sua família e riqueza para o município”, destacou Arnaldo Jardim.