Soja brasileira


O cultivo de milho, no entanto, recuou e, se os preços continuarem baixos, os produtores podem optar pelo sorgo na segunda safra.
Os produtores praticamente concluíram o plantio da safra de soja 2017/2018. Ainda há algumas operações de finalização de plantio no Rio Grande do Sul e em alguns estados do Nordeste do Brasil, de acordo com levantamento da consultoria AgRural. De acordo com a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de soja deve ser de 109.183,4 mil toneladas na safra 2017/2018, uma queda de 4,3% em comparação com a produção de 114.075,3 mil toneladas na temporada 2016/2017.
As lavouras estão se desenvolvendo bem na maioria das regiões produtoras. No estado do Paraná, o segundo maior produtor de soja, 88% das lavouras são consideradas boas e 12% têm nota “média”, de acordo com a pesquisa do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral). Outro exemplo é o bom desenvolvimento das lavouras no estado de São Paulo.
“Até o momento, o clima está favorecendo as lavouras em São Paulo. Visualmente, as lavouras estão até com um desenvolvimento melhor do que no ano passado. Tivemos chuvas na hora certa depois do plantio. Minas Gerais também está com uma situação muito boa”, afirma Raul Dorti, superintendente de grãos da cooperativa Coopercitrus. “Mas alta umidade e calor significam o clima propício para a proliferação de pragas e doenças, então o produtor precisa cuidar do manejo”, afirma.
A cooperativa atua em praticamente todo o estado de São Paulo e nas regiões Sudoeste, Sul e Cerrado de Minas Gerais. A Coopercitrus representa cerca 30 mil produtores associados que produzem cana-de-açúcar, soja, milho, café e criadores de gado bovino. As lavouras de soja dos associados da Coopercitrus totalizam área plantada de 1,2 milhão de hectares. “A área plantada com soja é maior nesta safra, mas a produção tende a ser menor. O mês de janeiro é o momento crucial para avaliar o enchimento dos grãos e estimar a produção”, afirma Dorti.