Previsão de Safras


Responsável por mais de 40% da renda no campo, a cana-de-açúcar, mesmo com o tímido crescimento em área e produção, deve impulsionar o Valor da Produção Agropecuária Paulista em 2017. A laranja, outro destaque do Estado, fecha em 324,5 milhões de caixas, aumento de 24,6% em relação ao ano passado, e registra a melhor produção dos últimos 4 anos.
Foi divulgado hoje, 09 de fevereiro, o resultado do levantamento, realizado entre 1 e 24 de novembro de 2017, pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), em parceria com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, através da sistematização dos dados coletados nos 645 municípios paulistas. O artigo traz informações sobre as culturas da cana-de-açúcar, laranja, cebola, mandioca e tomate (indústria e mesa). Também são apresentadas as previsões iniciais de área e produção para a safra paulista 2017/18 de grãos (primeira safra) e para as culturas da batata das águas, banana, café, seringueira e das uvas.
Os resultados finais da safra 2016/2017 para a cultura da Cana-de-Açúcar apontam pequeno aumento na área: nova (0,8%) e para corte (0,6%), e na produção (2,6%), com volume de 450,1 milhões de toneladas, afirmam os pesquisadores do IEA responsáveis pelo levantamento, destacando que, na produtividade de 80,4 t/ha, também houve um incremento de 2% em relação à safra passada.
De acordo com os pesquisadores, 55,5 % da produção total de cana-de-açúcar concentra-se em apenas 10 regiões do Estado, que correspondem aos Escritórios de Desenvolvimento Rural (EDRs) de: Barretos, Orlândia, Ribeirão Preto, Araraquara, São José do Rio Preto, Jaboticabal, Presidente Prudente, Andradina, Jaú e Catanduva.
A estimativa final para a cultura da Laranja registrou produção de 324,5 milhões de caixas de 40,8 kg (13.241 mil toneladas), montante 24,6% maior que a quantidade obtida em 2016. Os autores destacam que, 79,5% deste volume tem como finalidade atender a indústria, os 20,5% restantes destinam-se ao mercado de laranja para mesa. Quanto à área plantada (que inclui área com plantas ainda não produtivas), o levantamento indica aumento de 1% em relação ao ano anterior. Na atual safra registra-se discreto crescimento tanto na área nova quanto na área em produção, embora ainda esteja em andamento o processo de erradicação de plantas em pomares comprometidos por problemas fitopatológicos, principalmente Cancro Cítrico e HLB (greening).

Acompanhamento da Safra Agrícola 2017/18
No levantamento de novembro, foram realizadas as previsões iniciais de área e produção para a safra paulista 2017/18 de grãos (primeira safra ou safra de verão) e para as culturas da batata das águas, banana, café, seringueira e das uvas.
Para a safra de verão de grãos (algod ão, amendoim das águas, arroz, feijão das águas, milho, soja e sorgo gran ífero das águas), os resultados parciais, quando comparados com o mesmo período da safra passada, indicam decréscimo de 0,1% na área cultivada, estimada em 1,5 milhão de hectares, e aumento de 0,4% na produção, com previs ão de ultrapassar 6,7 milhões de toneladas, sendo esperado ganho de 0,5% na produtividade média.
Entre os grãos, merece destaque o Amendoim das Águas, que, quando comparado à safra anterior, apresentou aumento de 3,1% na área plantada. O EDR de Jaboticabal, principal região produtora do Estado, registra incremento de 24,1%, seguido de outras regionais que também ampliaram o plantio de amendoim, como Barretos, Marília, Catanduva, Tupã e Dracena. Para a produção, as estimativas indicam alta de 5,7%, resultado dos ganhos em produtividade de 2,6%, especialmente, nas regiões de Tupã e Catanduva.
A primeira estimativa da safra de Caf é indica forte expansão na quantidade a ser colhida. Cotejando-se a safra anterior quando foram colhidas 4,5 milhões de sacas de 60 kg beneficiadas (ciclo de baixa), a atual deverá superar as 5,3 milhões de sacas (318 mil toneladas), ou seja, incremento de 17,7% com um rendimento 18,2% superior frente ao ano anterior. Entretanto, quando comparada a safra de 2015/16 (ciclo de alta), quando a colheita registrou 6,1 milhões de sacas, a atual estimativa representa queda de 14,6%. No entanto, as boas condições climáticas nos principais cinturões e o manejo agronômico adotado pelos cafeicultores, devem contribuir para um forte incremento na estimativa de quantidade colhida, fato que poderá ser comprovado no próximo levantamento, que será realizado em fevereiro de 2018.

Fonte: IEA