Aquicultura


Puxada pela criação de tilápias, o agronegócio da piscicultura deve crescer até 10% em 2018 em relação ao resultado de 2017, estima a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). No ano passado, a aquicultura nacional – cultivo de peixes em escala industrial - produziu 697 mil toneladas.
Segundo o presidente da Peixe Br, Francisco Medeiros, esta expectativa de crescimento está ancorada na implantação de novos empreendimentos, bem como na recuperação da produção em polos já existentes.
“Temos grandes cooperativas ingressando na atividade, especialmente no Paraná, como, por exemplo, a CVale”, explica Medeiros. “Ademais, novos investimentos de porte estão sendo feitos nos Estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, e a produção deverá ganhar novo fôlego em Goiás – com a recuperação dos reservatórios – e também no Nordeste no rio São Francisco.”
De acordo com o dirigente, as perspectivas de avanço do setor são sólidas e independentes do cenário político deste ano, assim como de entraves regulatórios – principalmente ambientais - que pairam sobre a atividade.
O presidente da Peixe BR ressalta que a piscicultura deve ser regulada totalmente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e não ter questões relacionadas ao segmento espalhadas por outros ministérios, como é hoje. “Atualmente, a regulação está no limbo, já que a Secretaria da Pesca está vinculada ao MDIC e também diretamente à Presidência da República. É uma situação nebulosa para nós.”
Segundo o dirigente, hoje, somente a cessão do uso de águas da união para produção de peixes está fora da alçada do Mapa. “Todas as outras questões – rações, medicamentos, frigoríficos - já estão sob o guarda-chuva do Mapa. Logo, faz muito mais sentido vincular tudo ao ministério”, finaliza Medeiros.

Fonte: Universo Agro