Início de colheita


A solenidade para o início da colheita da safra de pêssego, foi realizada hoje, 31 de agosto, em Jarinu, numa iniciativa da Associação Hortifrutiflores, de Jarinu, com a presença do secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim.
O estado de São Paulo é o segundo maior produtor nacional do fruto, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul. Em 2014, foram produzidas em terras paulistas 27.775 toneladas, segundo dados do instituto de Economia Agrícola, da Secretaria de Agricultura. Naquele ano, Jarinu produziu 784 toneladas. De acordo com Waldir Parize, presidente da Hortifrutiflores, o objetivo do evento é divulgar que o município tem o início de colheita mais precoce, saindo de Jarinu os primeiros frutos para abastecer o mercado consumidor.
O evento contou também com as presenças do secretário-adjunto de Turismo, Beto Tricoli; dos vice-prefeitos de Jarinu e Atibaia, municípios que compõem o Circuito das Frutas, José Claudemir Ferrara e Mário Inui; do presidente do Instituto Brasileiro de Fruticultura (Ibraf), Moacir Saraiva e da secretária municipal de Agricultura, Marilza Scarelli Soranz e dezenas de produtores rurais da região.
Quando os fruticultores se reuniram, em 2002, é fundaram a associação, a principal meta era nivelar o conhecimento técnico entre os produtores. Nesse momento, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) e o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, ambos órgãos da Secretaria de Agricultura; o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); foram os parceiros escolhidos.
Mesmo reconhecendo a atuação da Secretaria de Agricultura, através de seus órgãos de pesquisa e extensão, os produtores não perderam a oportunidade de fazer algumas reivindicações ao titular da Pasta. O secretário Arnaldo Jardim afirmou que as demandas não ficarão sem resposta.
Quanto à solicitação para que as estradas da região sejam incluidas no Melhor Caminho – programa desenvolvido pela Secretaria, através da Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (Codasp), que recupera estradas de terra rurais, sem comprometer a preservação do meio ambiente, Arnaldo Jardim informou que a demanda será levada ao governador Geraldo Alckmin para que seja verificada a possibilidade de atendimento do pleito.
Outra demanda importante envolve a questão da crise hídrica. Sobre o tema, o Secretário afirmou que é preciso enfrentar esse novo cenário de que a água não é um recurso infindável. Segundo ele, “a crise hídrica não está de passagem. Os especialistas nos ensinam que precisaremos aprender a conviver com essa realidade de que o clima oscila, em alguns momentos teremos falta, em outros, abundância”. Sendo assim, já foi solicitado ao IAC o desenvolvimento de cultivares resistentes ao estresse hídrico; a disponibilização da linha de financiamento, criada dentro do programa Microbacias II, para ajudar o produtor a recuperar a mata ciliar e proteger as nascentes.
Tão importante quanto as duas primeiras, a terceira demanda está relacionada com o Seguro Rural. Nesse sentido, Arnaldo Jardim comentou que, ao contrário do governo federal, o estado de São Paulo está rigorosamente em dia com os pagamentos. “Mesmo diante da redução da arrecadação, o governador Geraldo Alckmin fez questão de preservar os recursos do Feap (Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista”, afirmou o secretário. Contudo, reconhecendo a gravidade do problema se propôs, como presidente do Conseagri (Conselho Nacional dos Secretários de Estado de Agricultura), a levar esse assunto para se discutido na próxima reunião do conselho.
A última demanda foi relacionada à compra de defensivos agrícolas. De acordo com Antônio Donizete de Oliveira, o Doni, da Doni Frutas, que trabalha há 25 anos com produção de ameixa e pessego, a questão é complexa e envolve tres ministérios: Mapa (Agricultura e Pecuária e Abastecimento), Saúde e Meio Ambiente. Doni explica que alguns defensivos tem comercialização proibida no Brasil, mas entram no país através das frutas importadas. Segundo Arnaldo Jardim, a questão poderá ser analisada dentro dos critérios do mercado de minor crops, no qual o volume de produção, a padronização e classificação do produto, são alguns elementos que formam o tamanho do mercado e determinam as possibilidades de novos instrumentos de negociação. Nesse caso, a Secretaria poderia atuar normatizando o mercado de defensivos, permitindo que novos defensivos sejam liberados para comercialização no Brasil.
Após a cerimônia de abertura, o secretário Arnaldo Jardim e todos os presentes entraram na plantação para realizar a colheita dos primeiros frutos da safra.

Fonte original: assessoria de imprensa SAA