Controle do greening


A Koppert lançou a primeira alternativa biológica para o controle do psilídeo Diaphorina citri, que é o vetor responsável por transmitir a grenning. O produto, denominado Challenger, foi desenvolvido durante sete anos em parceria com o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) e a Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz (ESALQ) da Universidade de São Paulo (USP), campus Piracicaba/SP.
O estudo, que foi desenvolvido na ESALQ/USP, resultou na seleção do fungo entomopatogênico Isaria fumosorosea. Conforme explica o professor e coordenador da pesquisa, Ítalo Delalibera Júnior, esse organismo é comumente encontrado em solos e tem capacidade de infectar uma serie de insetos, sendo comumente utilizando em bioprodutos para o combate de pragas como a mosca- branca, principalmente na Europa e América do Norte.
“Trata-se de uma grande conquista. É o primeiro produto biológico à base de Isaria fumosorosea no Brasil e existem poucos no mundo. É uma ferramenta com grande potencial e que vem contribuir muito com o setor da citricultura”, destaca.
Para o gerente do Fundecitrus, Juliano Ayres, esse produto significa um avanço para citricultores porque é um meio natural de reduzir a população de psilídeo e, consequentemente, diminuir incidência da doença nos pomares. Ele afirma que o bioinseticida apresentou bons resultados e acredita que ele também poderá ser eficiente para o controle de doenças secundárias.
“Estamos continuando a pesquisa e acreditamos que o produto possa ter controle em pragas secundárias da citricultura. O Challenger também pode ser associado à Tamarixia radiata, parasitoide inimigo natural do psilídeo Diaphorina citri, o qual o Fundecitrus produz em sua biofábrica, inaugurada em março de 2015”, declara ele.
A greening é a doença mais destrutiva que afeta a produção dos citros, sendo identificada pela primeira vez no Brasil em 2004. Segundo estimativas do Fundecitrus, a doença está presente em 32,2 milhões das 194 milhões de árvores cultivadas no País, sendo responsável pela erradicação de mais de 45 milhões de plantas no parque citrícola paulista nos últimos 14 anos.

Fonte: Agrolink