Soja brasileira


O mercado da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) começou o pregão com uma movimentação bastante positiva influenciada pela volta da China comprando a oleaginosa dos Estados Unidos. Contudo, a partir do momento em que o mercado começou a entender a forma com a qual essas compras aconteceriam, os ganhos foram diminuindo, embora o encerramento ainda se caminhe para o campo positivo. Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest, destaca que a China confirmou 1 milhão de toneladas de compras de soja, mas esses embarques serão distribuídos entre abril a julho. Ou seja: há uma postura de diluir esse volume para vários meses. Isso justifica, portanto, a retração dos preços, embora o produtor norte-americano tenha aproveitado o dia para fazer um pouco mais de vendas durante o rally, já que os estoques estão praticamente parados. Por sua vez, a China já está recebendo, naturalmente, menos soja. Em 2018, foram 88 milhões de toneladas, 7,5% a menos do que em 2017. Isso ocasionou a falta de óleos vegetais em seu mercado e o crescimento do óleo de palma na Malásia. No Brasil, os produtores não estão aceitando o nível atual de preços, mas Vanin visualiza que, pouco a pouco, os compromissos serão acertados e o mercado ficará mais firme. Fonte: Notícias Agrícolas