Em alta II


O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos (IqPR) pela Agropecuária Paulista registrou alta de 1,32% no mês de novembro de 2014, informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Os produtos que apresentaram altas foram: batata (80,25%), feijão (13,53%), milho (9,65%), carne bovina (7,35%), soja (6,41%), amendoim (5,79%), carne suína (5,49%), trigo (5,14%), laranjas mesa e indústria (5,11% e 2,11%), arroz (0,49%) e os ovos (023%).
“A alta de preços da batata, produto perecível, é devido ao adiamento do cultivo ocasionado pela estiagem, além da redução da oferta do produto. No caso do feijão, a não efetividade das políticas de preços mínimos (R$ 95,00 a saca de 60 Kg) levaram muitos produtores a não consumarem seus cultivos nas últimas safras do Centro-Sul do país, o que reduziu a oferta do produto e elevou os seus preços”, explicam os pesquisadores José Alberto Angelo e Danton Bini, responsáveis pelo levantamento.
No que se refere ao milho, o atraso no cultivo de verão ocasionado pela falta de chuva mantém incertas as definições do montante a ser colhido na próxima safra do produto. A valorização recente do dólar tem surgido como um item a mais para a precificação em reais da commoditie ter subido no último período.
Para a carne bovina, a demanda externa aquecida e a baixa oferta de boi gordo pronto para o abate, justificam a continuidade das elevações do preço recebido pela arroba do produto no mercado pecuário.
Os produtos que apresentaram as maiores quedas de preços foram: a banana nanica (26,45%), o tomate para mesa (13,24%), leite cru resfriado (5,67%), o café (4,46%), a carne de frango (2,38%), algodão (0,57%) e a cana de açúcar (0,47%).
No caso da banana, o gradativo aumento da temperatura e das chuvas acelera a formação dos cachos, aumentando a oferta da fruta ao mesmo tempo em que a disposição no mercado de outras frutas de verão diminui a propensão de seu consumo, reduzindo os seus preços.
Para o tomate, o aumento da produção com o fim da estiagem levou a uma oferta conjuntural excedente desse produto perecível, reduzindo seus preços.
A melhoria das pastagens com a regularização pluviométrica tem elevado a produtividade do rebanho leiteiro e consequentemente colocado uma quantidade excedente de leite à venda aos laticínios, reduzindo o preço recebido pelos seus produtores.

Acumulado nos últimos 12 meses

No acumulado dos últimos 12 meses, o IqPR registrou variação positiva de 12,77%. No período, 10 produtos apresentaram variações positivas: café (94,36%), carne bovina (31,30%), carne suína (27,87%), laranja para mesa (12,41%), arroz (10,72%), laranja para indústria (9,58%) e a carne de frango (7,47%), informam os pesquisadores. Os produtos que apresentaram reduções de preços foram: o trigo (34,12%), algodão (21,24%), batata (19,88%), banana nanica (18,47%), feijão (14,96%), soja (10,77%), leite cru resfriado (6,06%), ovos (2,40%) e amendoim (0,13%).

Fonte original: Agrolink