No rumo da colheita


Março é o mês em que a colheita de soja ganha ritmo mais acelerado Março é o mês em que a colheita de soja ganha ritmo mais acelerado no Rio Grande do Sul. A maioria das lavouras, 74% segundo levantamento da Emater, ainda está na fase de enchimento de grãos – apenas 1% havia sido colhida até a semana passada. A chuva recente revigorou as projeções de safra recorde, que deve bater as 14,25 milhões de toneladas projetadas pelo órgão no início do ciclo.
– A coisa é bem clara. As condições são favoráveis – garante o engenheiro agrônomo Alencar Rugeri, assistente técnico da Emater.
O “grosso” da produção começa a ser colhido a partir do dia 25, explica o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja-RS), Décio Texeira.
Há uma expectativa dos agricultores para que a greve dos caminhoneiros se resolva logo, de modo a evitar qualquer complicação no escoamento do volume recorde.
Segundo Teixeira, além da preocupação com falta de óleo diesel, usado nas colheitadeiras, teriam ocorrido registros pontuais de falta de fungicidas, usados no controle da ferrugem asiática. Dados do Consórcio Anti-ferrugem apontam 110 casos no Rio Grande do Sul, com 52 incidências apenas no mês de fevereiro. Nenhum percalço, no entanto, é capaz de conter o otimismo diante das condições e do potencial da atual safra.
– Estimo que a produção possa ser maior do que a prevista – diz Texeira.
No milho, a colheita chegou a quase metade da área plantada no Estado. Até o momento, as produtividades têm ficado, em média, acima das expectativas iniciais.

Fonte original: Zero hora