Plano Safra


A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, afirmou na segunda-feira (20) que o Plano Safra 15/16 vai ficar fora dos cortes do ajuste fiscal previstos pelo governo.
Após participar de reunião com a presidente Dilma Rousseff e os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, ela disse que o anúncio oficial será no dia 19 de maio. "O ajuste fiscal não pode ser sinônimo de imobilismo, não está sendo enquadrado em todos os programas de governo. Existem programas de governo que estão funcionando. O Plano Safra é um dos pontos que o governo exclui do ajuste", afirmou.
As novas taxas de juros para financiamento do setor serão "praticamente neutras" nesta edição do plano. Como haviam adiantado o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a própria ministra, as tarifas serão mais altas, porém o programa seguirá o curso de 2014.
"A Fazenda e o Ministério da Agricultura têm trabalhado nos detalhes do Plano. A presidente melhorou bastante as propostas", afirmou, ressaltando que não poderia adiantar quais são esses pontos aprimorados. Ela explicou que em 2014 as taxas de juros foram, em média, de 6,5%, mesmo valor da taxa de inflação no País, o que tornou as taxas neutras.
A ministra garantiu que, apesar das novas taxas, haverá disponibilidade de verba para os financiamentos. "O essencial é decidir as diretrizes, os recursos não irão faltar", disse.
De acordo com Kátia Abreu, as taxas anunciadas na última semana para o pré-custeio, modalidade de financiamento de insumos, condizem com a realidade da economia. "Acredito que taxa de juros entre 8,5% e até 9% está muito compatível com o nível de inflação de 8,5%. Independentemente de ajuste fiscal, se nós temos inflação maior, e os juros reais do País aumentaram, não tem diferença nenhuma do mundo rural. Nós vivemos no mesmo mundo que os demais empresários do Brasil vivem", disse.
A líder da pasta ainda destacou a prioridade que o governo tem dado ao Plano Agrícola e Pecuário (PAP) e, em especial, à defesa agropecuária.

Defesa agropecuária

O Plano Nacional de Defesa Agropecuária deverá ser lançado em seis de maio durante solenidade com a presidente Dilma Rousseff, segundo Kátia. O projeto pretende modernizar o marco regulatório da área sanitária e fitossanitária e reestruturar os laboratórios de análises de doenças e pragas.
"Esse é um grande avanço na defesa agropecuária do País. Nosso objetivo é sinalizar aos nossos consumidores do Brasil e do resto do mundo que nós temos compromisso com a questão sanitária", acrescentou a ministra.

Fonte original: DCI