Crescimento reduzido


O setor de defensivos agrícolas teve o percentual de crescimento reduzido a 6,9% em 2014, atingindo US$12,249 bilhões. Isso ocorreu devido à redução da área plantada de milho, cana-de-açúcar e algodão, além da seca que atingiu as plantações de café, hortaliça e citrus. Se comparado a 2013, que movimentou US$11,454 bilhões, o aumento no total da comercialização foi por conta do crescimento da área plantada da soja, que passou de 51% o percentual de participação para 55,5%.
Em razão do aumento de pragas, entre elas, as lagartas helicoverpa e falsa medideira, o bicudo do algodão e a mosca branca, a classe dos inseticidas foi responsável por 39,9% das vendas de agroquímicos, atingindo US$4,892 bilhões. Já os fungicidas apresentaram o maior percentual de crescimento, 12,1%, totalizando US$2,907 bilhões, dada à necessidade de combater a ferrugem asiática e aumentar a produtividade, o que foi auxiliado com os lançamentos de novas tecnologias no mercado.
A classe dos herbicidas totalizou US$ 3,902 bilhões – 4,3% de crescimento, e os acaricidas e outras classes de defensivos agrícolas somaram US$546.385 milhões, representando uma queda de 6,1%.
As vendas por Estado continuam sendo lideradas pelo Mato Grosso com US$2.567 bilhões, seguido pelo Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo com US$1,582 bilhão, US$1,574 bilhão e US$1,479 bilhão, respectivamente. São Paulo teve sua participação diminuída devido à seca que afetou as lavouras de cana-de-açúcar, café e citrus.
A safra de grãos em 2014 registrou novo recorde: 195,47 bilhões de toneladas, um ganho de 6,81 milhões se comparado a 2013.
Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal(Sindiveg), em 2015, não haverá aumento significativo nas comercializações de agroquímicos. “O setor de defensivos agrícolas no Brasil desacelerou em 2014 e a tendência é que, neste ano de 2015, as vendas se mantenham menores do que nos anos anteriores”, comenta Valdemar Fischer, Presidente do Sindiveg. Essa perspectiva se dá às condições climáticas adversas – seca em algumas regiões e excesso de chuva em outras, atraso no plantio da cultura da soja e aumento da área de pastagem.

Fonte original: Sindiveg