Três vezes mais


Produtores rurais paulistas estão triplicando a produção de gado e leite através de ações desenvolvidas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, executadas por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). Os programas Pecuária de Corte e Cati Leite têm apresentados resultados relevantes nas propriedades que participam destas iniciativas. Exemplo disso são a Fazenda Correguinho, localizada no município de Arandu, e o sítio Rancho Matão, de Avaré.
A fazenda Correguinho participa do programa Pecuária de Corte. Akira Hoshino, produtor há 30 anos, destaca que a propriedade está no projeto desde 2013 e sua produção se baseia em recria, engorda e venda para abate de gado.
Antes a área de 70 hectares de pasto produzia 55 animais/ano. A proposta de trabalho foi organizar o pasto em piquetes e começar por uma parte (módulo) compatível com a estrutura da fazenda para evitar a necessidade de investimento externo no primeiro momento. Assim, o projeto de recuperação teve início com o primeiro módulo de 7,5 ha, com planejamento da atividade de produção, análise de solo, adubação, implantação de cerca elétrica, com o objetivo de melhorar a pastagem, a alimentação e resultar no acréscimo de quatro cabeças por hectare recuperado.
Em 2014, no segundo módulo, dez hectares foram adicionados ao trabalho, aumentando a capacidade de criação para 150 cabeças na área recuperada, mais que o total de animais da fazenda inteira antes da implantação do programa. “Com uma alimentação adequada a partir de análise e técnicas de manejo aplicadas corretamente no solo, há benefício ao produtor no aumento da qualidade do rebanho, bem como a contribuição na questão ambiental, pois os animais emitem menos gás metano ao comerem melhor”, diz Braz Costa, médico veterinário e coordenador dos projetos no Escritório de Desenvolvimento Rural de Avaré.
Para os próximos cinco anos, a expectativa é de aumentar a capacidade para 400 cabeças, com expectativa média de 15 arrobas de carne produzidas e quatro cabeças por hectare recuperado. “Antes havia pouco gado e nenhum pasto. Chegamos a consultar um pasto vizinho para aluguel por R$ 4 mil, porém não tínhamos este dinheiro. Não sabíamos o que fazer, mas hoje agradeço à equipe da Cati que está fazendo um ótimo trabalho”, diz Akira Hoshino.

Cati Leite

Outro caso de sucesso é no sítio Rancho Matão do produtor Hélio Felisbino Guimarães, 60 anos. Localizado em Avaré, participa do programa Cati Leite da Secretaria desde 2012, quando não contava com pasto adequado para manter a qualidade na criação dos animais e sua produção era de 30 litros/dia.
“O sítio tinha condições razoáveis, porém faltava assistência técnica. O uso responsável da tecnologia na produção, além de melhorar a geração de renda do agropecuarista, traz uma economia sustentável o que contribui para a sociedade como um todo”, explica Braz.
Este projeto também foi dividido em módulos e no primeiro ano abrangeu 50% dos seis hectares agricultáveis da propriedade, que tem no total 12 ha (6 ha da área são de preservação permanente e área de mata). Foram realizadas análise de pasto, adubação adequada, melhoramento da reprodução por inseminação artificial e sanidade animal.
“Apesar de ainda não atingirmos a meta, conseguimos aumentar o rendimento de forma significativa. Sem a ajuda da Cati, possivelmente eu teria deixado a atividade”, diz Hélio Guimarães dono do sítio há 26 anos.
Atualmente são produzidos 130 litros/dia, com uma média de 16 mil litros/há anualmente. Mais que o triplo da média nacional que é de 5 mil litros. Hoje em dia, a iniciativa alcança quase 100% da propriedade e para os próximos dois anos espera-se obter 350 litros/dia, o que equivale a 37 mil litros hectare/ano.
Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, os trabalhos executados pelos técnicos da Cati proporcionam consideráveis resultados no aumento da renda dos pequenos produtores. “Os programas na região de Avaré, sob coordenação do diretor Eliseu Aires de Melo, do médico veterinário Braz Costa e toda a equipe, são essenciais para que a Secretaria leve a assistência necessária para que isso ocorra”, completou Arnaldo Jardim.

Fonte original: assessoria de imprensa Secretaria de Agricultura