Queda de preços


Não bastasse a desaceleração da economia brasileira e mundial, o produtor rural brasileiro vem enfrentando o maior custo de produção de sua história. Para se ter uma ideia, cálculos do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) estimam que na safra 2015/2016 o produtor de soja terá que desembolsar 32,6 sacas por hectare para pagar o custo de produção da lavoura.
A alta do dólar foi o principal motivo desta valorização nos preços dos insumos. Agora, é o dólar novamente quem derruba os preços da soja, que sofreu forte desvalorização na última semana. A queda na cotação da moeda norte-americana deixou os preços da oleaginosa instáveis, valendo cerca de R$ 51,29 a saca. O prêmio no Porto de Paranaguá também registrou queda de 1,29%.
Diante deste cenário, a saída para os produtores é garantir boa produtividade. Segundo o levantamento da Conab (Companha Nacional de Abastecimento), a região centro-oeste, maior produtora nacional de soja, deve ter um incremento de 1,1% na safra 14/15 se comparada com a temporada anterior. O estado do Mato Grosso que, mesmo com atraso das chuvas que implicou no retardamento do plantio, teve alta de 3,1% na produtividade do grão. Destaque também para o Rio Grande do Sul, a área plantada no estado foi 5,6% maior e a produtividade 8,1% mais alta. O que possibilitou ao estado alcançar, nesta temporada, o recorde de produção da oleaginosa, com safra 14,1% maior que a anterior.
Ainda segundo estimativas da Conab, com a produção estimada em 94,28 milhões de toneladas na safra 14/15, o estoque final brasileiro de soja deverá ser de 5,79 milhões de toneladas, o maior estoque de passagem praticado nos últimos dez anos.

Fonte original: Universo Agro