Produção orgânica


Alternativa ao cultivo convencional, a produção de orgânicos vem ganhando espaço nas propriedades do país graças a um apetite crescente por parte dos consumidores nas gôndolas de supermercados e em feiras organizadas em centros urbanos. A procura por esse tipo de alimento fez o agricultor perceber uma oportunidade de negócio.
O Brasil tem hoje, segundo dados do Ministério da Agricultura, 10.194 produtores de orgânicos registrados, 13.232 unidades produtivas e área de 749,3 mil hectares.
A Região Nordeste tem, por exemplo, um número de produtores cadastrados maior do que o da Região Sul. Glauco Schultz, integrante da Comissão de Produção Orgânica e professor de Ciências Econômicas e dos programas de pós-graduação em Agronegócio e Desenvolvimento Rural da UFRGS, vê uma lógica nisso. O Rio Grande do Sul, afirma, tem uma agricultura convencional consolidada, ao passo que Estados do Nordeste, não. Para o especialista, uma série de ações do governo, a partir de 2008, ajudaram a fomentar o cultivo de orgânicos no país.
A estimativa é de que existam entre 15 mil e 16 mil produtores orgânicos no Brasil, em diferentes modalidades. No Rio Grande do Sul, seriam entre mil e 1,5 mil.
“É possível ter escala, isso já vem ocorrendo. Na Região Metropolitana, com o arroz”, observa Schultz.
Desenvolvido em Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis, o projeto Circuitos Curtos de Comercialização de Orgânicos mapeou na Capital gaúcha oito empresas de entrega de cestas de orgânicos, mais de 50 lojas, 15 restaurantes e seis feiras.
Nesta semana, 21 Estados terão programação especial dentro da 11ª Semana de Alimentos Orgânicos. Em Porto Alegre, uma das atividades será workshop do Grupo de Pesquisa em Sistemas Cooperativos Agroalimentares da UFRGS (Pescar). O evento é gratuito e aberto à comunidade.

Fonte original: Zero Hora