CAFÉ SOLÚVEL


De acordo com Aguinaldo José de Lima, diretor de relações institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), o objetivo é ampliar em 50% as exportações e o consumo interno do produto nos próximos 10 anos A meta é alcançar uma receita de US$ 1 bilhão com as vendas externas.
Executivos das cinco indústrias de café solúvel do país se reuniram hoje em São Paulo para discutir o plano, que deve ser apresentado até o fim do mês aos demais setores da cadeia produtiva do café, produtores, exportadores e ao governo. Também estiveram presentes representantes dos Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento e da Agência de Promoção de Exportações (Apex).
O setor argumenta que o Brasil sempre deteve a liderança mundial das exportações de café solúvel, mas enfrenta estagnação há mais de 10 anos. No ano passado, as exportações somaram 3,6 milhões de sacas em 2014, o equivalente a US$ 626 milhões. Ainda conforme a Abics, enquanto o consumo cresceu 29% nesse período no mundo, a participação do Brasil nas exportações globais se reduziu de 14,5% para 9,8%.
Segundo Lima, o Plano de Desenvolvimento do Café Solúvel do Brasil, como está sendo chamado, visa atacar problemas estruturais da cadeia, que afetam a competitividade do produto brasileiro Uma das questões que o plano quer tratar diz respeito à devolução dos créditos do ICMS retido nas operações de exportação. Como mais de 70% da produção brasileira de solúvel é exportada, o montante é relevante. Além disso, o setor também quer reduzir as barreiras tarifárias às exportações de café solúvel. Hoje a União Europeia taxa o produto em 9% e o Japão, em 8,8%. “O plano é trabalhar em fóruns internacionais de forma a amenizar ou derrubar as tarifas “, disse o diretor da Abics Segundo ele, Japão e União Europeia chegaram a responder por 45% do volume de solúvel exportado pelo Brasil, mas a fatia caiu para 23% por conta das barreiras tarifárias.
O setor também defende a importação de café para a produção do solúvel, via drawback, para enfrentar os momentos em que a matéria-prima fica com preços elevados no mercado doméstico. Mas diante da resistência dos produtores brasileiros à importação, outra alternativa, segundo a Abics, seriam “políticas compensatórias”, como programas do governo para equalização de preços do café Lima explicou que eventuais importações contemplariam produto da espécie conilon de origens como Vietnã, Indonésia e Costa do Marfim.

Fonte Original: ABIC