Cresce adesão


Aos poucos a adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) segue crescendo no Brasil. Balanço parcial divulgado pelo Serviço Florestal Brasileiro, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), mostra que no mês de maio 153 mil imóveis rurais foram registrados no sistema, representando 21,4 milhões de hectares de terras em todo o país. Com isso 53,56% das áreas passíveis de cadastro já estão vinculadas ao sistema.
A região Norte do Brasil segue como a mais adiantada, com 75% dos 94,4 milhões de hectares passíveis de cadastro já registrados. Na sequência vem o Centro-Oeste, com 51% dos 129 milhões de hectares que precisam ser cadastrados.
O Sul permanece tendo o pior desempenho regional, e até agora apenas 17% dos 41,7 milhões de hectares de área agrícola já estão no CAR. O Rio Grande do Sul é o estado mais atrasado do Brasil, com 1,49% da área agrícola do estado registrada. Santa Catarina apresenta o melhor resultado da região, com 43,7% da área rural mapeada.
O Paraná cadastrou 31,9 mil novos imóveis em maio, garantindo incremento de 938 mil hectares no mês. Mesmo com o crescimento apenas 28,4% da área total já está registrada no acumulado desde o ano passado.
Este é o segundo balanço divulgado pelo governo federal desde a confirmação oficial de que o prazo para registro foi estendido por um ano, para 05 de maio de 2016. A meta é mapear 397 milhões de hectares de áreas rurais em todo o país e o MMA avalia que é possível cumprir a missão ainda em 2015. A entidade está revisando as estimativas de área passível de cadastro, já que a referência que está sendo adotada é o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Feito em 2006, o indicador é considerado defasado. “Como o Censo já tem nove anos, estamos em contato com os estados que possuem informações mais recentes para a chegar em um dado cada vez atualizado”, explica o diretor geral do SFB, Raimundo Deusdará Filho.
O CAR equivale a primeira etapa de adequação do campo ao Novo Código Florestal e é obrigatório para todos os imóveis rurais. O registro serve para dimensionar o tamanho do passivo ambiental brasileiro, servindo de base para a estruturação de ações de recomposição das áreas verdes.

Fonte original: Gazeta do Povo Online