I Simpósio Desafios do Agronegócio


O I Simpósio Desafios do Agronegócio teve início na manhã desta sexta-feira, 14/08, no Anfiteatro do Pavilhão de Engenharia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), e reuniu estudantes, professores, pesquisadores e profissionais do agronegócio na discussão de temas como produção sustentável, desafios das instituições e do futuro profissional, logística e mercado. A coordenação e organização foram do Departamento de Engenharia de Biossistemas, por meio do professor Fernando Campos Mendonça, e da república Jacarepaguá.
Participaram da mesa de abertura do evento o diretor da Escola, professor Luis Gustavo Nussio, o ex-ministro da Agricultura (2003-2006), egresso da ESALQ e professor da FGV Agro, Roberto Rodrigues, o também egresso e engenheiro agrônomo, Cristiano Walter Simon, e o estudante do curso de Engenharia Agronômica e morador da república Jacarepaguá, Gustavo Bernardo de Andrade.
“O agronegócio tem sido um dos setores que tem suportado e carregado esse país”, afirmou o professor Nussio sobre a importância de discussão do tema do encontro. “Cabe à instituição gerar conhecimento e pessoal que possam ir à frente e fazer essa agricultura andar num ritmo maior do que atualmente e estou muito animado com a perspectiva de poder inserir a ESALQ nesse grande plano de expansão do agronegócio”.
O professor Mendonça foi morador da república Jacarepaguá entre 1986 e 1990, durante o curso de Engenhearia Agronômica na ESALQ, e foi convidado pelos estudantes e moradores atuais a coordenar o simpósio. “Aceitei o desafio e espero que o evento traga um progresso na forma de pensar, para aumentar o espírito crítico dos nossos alunos e também dos profissionais que estão presentes”, comentou. O docente observou, ainda, a importância do encontro. “Esse simpósio traz profissionais de alto gabarito, com ampla experiência de mercado tanto na iniciativa privada quanto pública para que os participantes tomem consciência de pontos notados por eles no mercado, do que pode vir pela frente e da realidade que temos hoje”.
Simon, que se formou na Escola em 1965 (Engenharia Agronômica), participou da organização do evento junto aos alunos e foi nomeado presidente do simpósio. “Montamos uma programação voltada para assuntos pontuais do agronegócio, que vive uma época de indefinições no país, com crise política e econômica, mas que ainda é o que sustenta a economia brasileira”, explicou.
O responsável pela palestra de abertura, Roberto Rodrigues, ressaltou que o agronegócio representa ¼ do PIB do país, 1/3 dos empregos e é responsável pelo saldo comercial, no entanto não tem o respaldo político correspondente ao valor econômico-social que exibe, de modo que é necessária uma melhor comunicação quanto a essa importância para que as estratégias sejam adequadas. “A minha palestra é centrada na estratégia para que o Brasil seja um campeão mundial da segurança alimentar e apresentar os desafios enfrentados como a falta de uma estratégia que caracteriza alguns temas como logística e estrutura, política de renda para o campo, investimentos em tecnologia, preocupação com defesa sanitária, entre outros”.
Segundo o estudante Gustavo Bernardo de Andrade, o que motivou a realização do evento foram os encontros dentro da república, com alunos e ex-alunos, onde sempre eram discutidos os rumos do agronegócio. “Com a chegada dos 60 anos da república, queríamos trazer o debate de fora pra dentro da universidade, além de oferecer suporte para o aluno e para o profissional, para que os desafios não sejam grandes o suficiente e que eles consigam enfrentar a situação no mercado”. O número de participantes surpreendeu Andrade. “A sala está cheia, com diferentes gerações do agronegócio e temos brasileiros vindos de outros países por conhecer a equipe e por querer entender o rumo que está tomando o agronegócio no Brasil”.

Fonte original: assessoria de imprensa ESALQ